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DICA DE SAÚDE – Vida saudável, brasileiro é povo que menos se preocupa com remédio falso na América Latina

Maria Júlia Marques Do UOL, em São Paulo 07/07/2017 04h00

Quando ouvimos a palavra produto falsificado, logo pensamos em cópias de roupas de luxo e eletrônicos. Mas você já parou para pensar sobre medicamentos falsificados? Uma pesquisa divulgada pela farmacêutica Sanofi mostrou que os brasileiros são os latino-americanos que menos associam a palavra falsificação a remédios. O estudo foi feito em dezembro de 2016 e contou com a participação de mais de sete mil moradores da Argentina, Brasil, Guatemala, Equador, Peru, México e Colômbia.

Imagem: iStock

“Nosso país realmente possui um setor farmacêutico sério, bem regulado pelas autoridades e com atuação responsável dos laboratórios. Porém, a questão da falsificação é muito abrangente e falta à percepção de que o problema não se restringe aos acessórios”, explica Luciana Giangrande, diretora médica da Sanofi.

A falsificação de medicamentos aumentou significativamente na América Latina e o tráfico de remédios mostrou ser de 10 a 25 vezes mais rentável do o que de narcóticos, segundo dados do Instituto Internacional para Pesquisa Contra Falsificação de Medicamentos.

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Relatórios da OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmam que os países mais afetados estão na Ásia, África e na América Latina, onde os medicamentos falsificados podem representar até 30% do mercado. “A ameaça [dos remédios falsos] ainda é reconhecida de maneira insuficiente. É essencial mobilizar pacientes para que eles fiquem mais bem informados a respeito dos riscos”, diz Geoffroy Bessaud, diretor coordenador da Sanofi do combate contra medicamentos falsificados. Os medicamentos falsificados não têm eficácia e segurança comprovadas e representam um grande risco de piora do quadro do paciente saudável.

Você saberia reconhecer um medicamento falso?

Além de não pensar em remédios quando o assunto é falsificação, o estudo apontou que os brasileiros também se mostraram os menos conscientizados a respeito de medicamentos falsos. Ou seja, eles não costumam falar sobre remédios nem acreditam que é informado o suficiente a respeito do assunto.

Mas algumas pequenas dicas podem ajudar a identificar estes vilões. O Ministério da Saúde aconselha o consumidor a ficar atento à faixa de tinta reativa, que ainda não conseguiu ser falsificada. O tarja é aquele que fica na caixa do medicamento e ao entrar em contato com metal, como a chave do carro ou uma moeda, revela a palavra “qualidade”.

Você também pode ver se há um número de SAC na embalagem (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e conferir se funciona, além de comparar o número do lote na cartela interna e na caixinha.

Preços muito abaixo do mercado também podem ser um sinal, e o MS informa que a categoria que mais encabeça casos de falsificação é a de medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra, seguida por remédios de alto valor agregado como os para câncer.

Fique atento! A composição de remédios falsificados pode variar muito desde ordens alteradas a ausência do princípio ativo e inclusão de outras substâncias, de acordo com Giangrande. Assim, os medicamentos falsos não têm eficácia para tratar o paciente, podem piorar o quadro clínico e até gerar outras respostas como novas infecções.

Onde encontramos estes remédios:

Estes medicamentos podem ser fabricados no Brasil ou em países que fazem fronteira. O MS afirma que eles podem ser achados em farmácias, drogarias, postos de combustíveis, lanchonetes, entre outros.

Giangrande completa contando que também aparecem em bancas de rua e sites não habilitados para venda de remédios. “Por isso, é essencial que o paciente faça compras em farmácias ou serviços de delivery idôneos e devidamente autorizados.

Caso você se depare com uma dessas cápsulas, é recomendado entrar em contato com as autoridades para eles investigarem o medicamento. Contate a Anvisa (08006429782), as vigilâncias sanitárias locais, o Ministério Público ou a polícia de seu Estado.

A falsificação é crime com penalidades que vão de multas –entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhões, até o cancelamento da licença e da autorização de funcionamento de estabelecimentos (em caso de comércios que comercializem os falsificados).

Fontes: https://estilo.uol.com.br/vida- saudavel/noticias/redacao/2017/07/07/brasileiro-tem-menor-conscientizacao-sobre-remedio-falso-da-america-latina.htm?cmpid=copiaecola… – Veja mais em https://esti… – Veja mais em https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/07/07/brasileiro-tem-menor-conscientizacao-sobre-remedio-falso-da-america-latina.htm?cmpid=copiaecola

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Por: Maria Júlia Marques Do UOL, em São Paulo 07/07/2017 04h00
Pesquisa, transcrição, distribuição e adaptação: Jornalista Wilson Souza

Não considere quaisquer informações apresentadas nesta apresentação como aconselhamento médico. Você deve sempre consultar o seu médico ou profissional de saúde qualificado e especializado, antes de seguir qualquer TIPO DE ACONSELHAMENTO OU SE AUTOMEDICAR baseado nessas fontes. A Astir, não se responsabiliza pelo conteúdo do texto das fontes.