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DICA DE SAÚDE – As perigosas interações do álcool com vários tipos de remédio

Não é mito – e o alerta não vai só para quem está tomando antibiótico! A bebida pode causar estragos quando consumida junto a alguns medicamentos.

Foto: Alex Silva/A2 Estúdio

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o consumo de álcool per capita no Brasil excede a média internacional – tendo chegado a quase 9 litros em 2016, em comparação aos 6,4 do resto do planeta. E quatro dias específicos do calendário brasileiro dão um empurrãozinho para a nossa elevada média etílica: o carnaval.

Durante o feriado, milhares de foliões pelo país bebem. E, enquanto muitos dos abstêmios podem encontrar no uso de antibióticos a justificativa para recusar uma cerveja gelada, pouco se fala sobre a interação das bebidas alcoólicas com outros tipos de remédio.

Justamente por isso, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo preparou um material com as principais interações entre medicamentos e a bebida, que SAÚDE adaptou para você:

Álcool + dipirona

O efeito do álcool pode ser potencializado.

Álcool + paracetamol

Maior risco de hepatite medicamentosa.

Álcool + ácido acetilsalicílico

Maior risco de sangramentos no estômago, já que o ácido acetilsalicílico irrita a mucosa estomacal.

Álcool + antibióticos

É possível que leve a vômitos, palpitação, cefaléia, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte. Esse tipo de reação seria mais comum com as substâncias metronidazol; trimetoprim-sulfametoxazol, tinidazole e griseofulvin.

Já outros antibióticos – como cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida – tampouco devem ser tomados com cerveja e afins pelo risco de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.

Álcool + antiinflamatórios

Maior risco de úlcera gástrica e sangramentos.

Álcool + antidepressivos

Aumento nas reações adversas e no efeito sedativo, além da diminuição na eficácia do medicamento.

Álcool + calmantes (ansiolíticos)

Aumento no efeito sedativo. Há ainda uma maior probabilidade de coma e insuficiência respiratória. Um exemplo disso é a substância benzodiazepina.

Álcool + inibidores de apetite

Tontura, vertigem, fraqueza, síncope, confusão mental e outros sintomas ligados ao sistema nervoso central se tornam mais comuns.

Álcool + anticonvulsivantes

Maiores efeitos colaterais e risco de intoxicação. Também há uma diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia.

Fonte: https://saude.abril.com.br/bem-estar/as-perigosas-interacoes-do-alcool-com-varios-tipos-de-remedio/

Transcrição: Jornalista Wilson Souza

Não considere quaisquer informações apresentadas nesta apresentação como aconselhamento médico ou diagnóstico. Você deve sempre consultar o médico que é o profissional de saúde qualificado e especializado, antes de seguir qualquer TIPO DE ACONSELHAMENTO OU SE AUTOMEDICAR baseado nessas dicas. A Astir, não se responsabiliza pelo conteúdo do texto da fonte. (Nota da assessoria de imprensa)