15 de novembro – Proclamação da República

Todos 15 de novembro, os brasileiros celebram a Proclamação da República do Brasil por Deodoro da Fonseca. O Dia da Proclamação da República do Brasil é um feriado nacional.

Origem da Proclamação da República do Brasil

No fim do XIX século, o Brasil entra em uma crise política, econômica e social. Em 1889, o Imperador Pedro II, aos 58 anos está muito doente e sem filhos. Dom Pedro II teve apenas filhas, e sua filha mais velha, a princesa Isabel, está prometida para o francês Gaston d’Orléans. A classe média brasileira aproveitou a oportunidade e começa a exigir mais participação na política e na aplicação dos ideais republicanos. Por outro lado, a Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai 1864-1870) financiada pelo capital externo esvaziou os cofres do país. Brasil deve reembolsar pesadas dívidas e a inflação surge.

O nível social, o fim do comércio de escravos encontra uma forte resistência das elites conservadoras, que reivindicam compensações do Estado. A abolição da escravatura em 1888 foi um ponto importante, os grandes proprietários de terras apóiam a causa republicana, eles acreditam que não mais um benefício para apoiar a coroa. A igreja também não apóia mais o regime do Imperador: o clero se volta contra Dom Pedro que aprisionou clérigos, o que levou à desobediência dos bispos. Todos esses fatores sugerem o fim da monarquia.

Golpe de estado

Apesar das tentativas de reforma pelo Visconde de Ouro Preto, o Marechal Deodoro da Fonseca. Foi em 1889, que o Marechal reuniu um grupo de soldados do exército brasileiro, estabelecendo um golpe de Estado e depondo Dom Pedro II do trono brasileiro. Em 15 de novembro, no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, foi proclamada a República do Brasil. Rui Barbosa, assinou o primeiro decreto do novo regime, estabelecendo um governo provisório. Previsto para 20 de novembro, porém o golpe foi antecipado por causa de rumores da prisão de Marechal Deodoro da Fonseca.

Pouco depois de derrubar o Presidente Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, termina com o confinamento da família real dentro do palácio, o Imperador e sua família partem em 17 de novembro. A monarquia tenta reagir, mas é suprimida, fortemente, pelos republicanos e nem Pedro II, nem sua filha apóiam a restauração do regime imperial. Mantidos fora do golpe e observando a aceitação passiva da situação pelo imperador, os políticos aprovaram a substituição da monarquia por uma república.

O diretor executivo da Astir, CB PM Alan Mota comenta que a proclamação da república é marcante na história do Brasil. Marechal Deodoro da Fonseca nasceu na cidade de Alagoas, hoje Deodoro, no Estado de Alagoas, no dia 5 de agosto de 1827. Filho do vereador e militar Manuel Mendes da Fonseca e de Rosa Maria Paulina da Fonseca, tinha sete irmãos e todos entraram para o Exército. Em 1843, iniciou sua carreira no Colégio Militar no Rio de Janeiro, completando o curso de artilharia em 1847. Foi um político e militar brasileiro, o primeiro presidente da República do Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, decretou a Proclamação da República Brasileira, libertando de vez o Brasil dos monarcas. Nesse dia comemorativo convido a todos relembrar este grande Brasileiro, concluiu Alan.

Hino da Proclamação da República

Hino é escrito por Medeiros de Albuquerque, e composição de Leopoldo Miguez

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Fonte: Google (sites de datas comemorativas)
Adaptação, distribuição, edição de texto: Wilson Souza
Imagens: Meramente ilustrativas (Google)
Publicação e formatação: Stanley Monteiro – Designer gráfico/Web designer/Web site
Legenda foto: CB PM Alan Mota – diretor executivo da Astir (Foto Wilson Souza)
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